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quinta-feira, 5 de abril de 2012

A uma amiga

Essa noite, novamente, sonhei com você. Sabe quando a gente tem esses sonhos bons, com as pessoas que a gente ama e que são tão bons que a gente reza pra ser real? Pois é, o sonho que eu tive essa noite se encaixa direitinho nessa definição. E eu queria que esse sonho fosse real porque você estava nele, comigo, ao meu lado. Mas aí, o sol nasceu, e descobri que você não está mais aqui ...

Acordei e quase chorei quando vi que foi tudo um sonho. Mas aí meu pensamento voou até você, onde quer que esteja, e eu pude me lembrar dos momentos que vivemos juntos, naquela época. E o engraçado é que tudo passou tão rápido que se pareceu muito com esse sonho.

Repentinamente, você entrou em minha vida, eu entrei na sua. Naquele momento nenhum de nós poderia prever a amizade que nasceria entre nós. E assim seguiu, entre uma conversa e outra, nos aproximamos mais e a amizade foi inevitável. Ah, as nossas conversar, eu realmente sinto falta delas; as horas passavam com uma velocidade extraordinária que nós nem notávamos...
Porém vieram os problemas, que separam-nos. E você sumiu pela primeira vez. Sem explicação. E eu tive que dar um jeito de sobreviver, pra esperar você voltar. E muito tempo depois você voltou, e minha alegria, restaurada. E assim podemos estender um pouco mais nossa convivência, com algumas boas conversas, alguns sorrisos e alguns olhares no horizonte.

Mas antes que eu pudesse perceber, você foi embora novamente. Sem explicação, sumiu de minha vida. Quis me desesperar, mas mantive a calma: isso já acontecera outra vez, e você voltara! Era só uma questão de tempo para você voltar novamente!
E o tempo passou. Passou o dobro de tempo da outra vez. E você não voltou. Eu esperei, e você não voltou. Não sei por que, mas desapareceu. Mas eu sei que você ainda está por aí; pelo menos ainda está aqui, no meu coração. E não importa o que aconteça sempre me lembrarei de você, e das nossas conversas, e do tempo que passamos juntos.

No momento, quero que você fique bem, minha amiga. Pois no momento certo eu sei que vamos nos reencontrar e vou poder te abraçar novamente, sentir seu cheiro, olhar nos seus olhos, ouvir sua voz.
Mas até lá...

Rafael Victor


Dedicado a Rafaella Portela






segunda-feira, 2 de abril de 2012

Voltando

Sim, eu costumava parar aqui e escrever. E escrevendo eu estava em meu mundo, voando agarrado nas palavras, vivenciando cada pensamento, exalando cada sentimento. E assim o tempo escoava pelas horas e viajando em meu mundo particular eu estava feliz, ou triste... Mas de repente o lápis caiu; a folha de papel voou; e ao me levantar para buscá-los encontrei um mundo, externo, brilhante que muito me atraiu. Abandonei meu lápis, esqueci minha folha de papel e me dirigi à luz.

Conheci um outro mundo, um mundo estranho, muito diferente do meu. Mas a diferença não é um defeito e logo me acostumei com ele. Até gostei dele. Sorri, sincero. E o tempo fluiu, correu, muito mais rápido. Repentinamente, me vi inserido num turbilhão de acontecimentos dos mais variados gêneros. E lá, no meio da agitação lembrei do papel, do lápis, das canetas. Porém aquelas foram só lembranças, não houve como retomar.

Mas hoje é diferente. Hoje, de fato hoje, resolvi pegar o papel novamente, segurar com firmeza o lápis e recomeçar a escrever, voltar a atividade, me refugiar um pouco no meu próprio mundo de vez em quando. Exteriorizar alguns de meus pensamentos e minhas inspirações. Que eu possa ser eu, em toda a minha integridade...



Rafael Victor

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

P.S. Eu Te amo...

Mais uma vez estava eu sentado, na pequena escrivaninha ao lado de minha cama, apenas com o abajur aceso. Havia passado a noite tentando compor palavras, tecer textos, todos para colocar na carta que pretendia te enviar. E depois de muitos papéis amassados, borrachas gastas, lápis desapontados, canetas secas, gritos abafados por meu travesseiro e de tentar dormir por duas horas, eu puxava uma nova folha de papel ofício e uma caneta recém aberta para arriscar mais uma vez. Respirei profundamente e tentei organizar minhas ideias.

Fechei os olhos, e diante de mim eu só via você, sorrindo, olhos brilhantes, cabelos esvoaçantes. Te via correndo em minha direção, me puxando para mais uma dança naquela festa que você tanto insistiu para que eu fosse. Te vi chorando e me abraçando, me pedindo para te proteger naqueles momentos tão difíceis... Lembrei daquele nosso primeiro beijo sob as estrelas, quando descobri a intensidade do que eu sentia por você. Também lembrei da dor que eu senti, daquelas lágrimas que escorreram dos meus olhos naquele momento em que tivemos que nos separar. Sua imagem que eu avistei da janela daquele transporte que me levava para longe de você, que me arrancava de você, ainda permanece na minha memória, e só de pensar já sinto aquele nó na garganta característico da dor da saudade que sinto de você. 

E lá estava eu, chorando novamente, naquela madrugada fria, com minhas lágrimas manchando todo o papel que eu preparava para escrever. Sim, eu sofria a dor que a distância teimava em aumentar em meu coração. Então, tentei enxugar as lágrimas e escrever. Escrever sobre meus sentimentos, escrever sobre a saudade, tentar descrever o quanto eu queria estar do seu lado naquele momento, o quanto os nossos desencontros só aumentaram os meus sentimentos por você. Queria escrever sobre a sua importância na minha vida e sobre todas as aventuras que nós um dia viveríamos juntos.

Mas nada consegui colocar no papel. Todo aquele sentimento tirava todas as minhas forças e eu só sentia vontade de te amar, de estar com você, de te beijar...  E nada mais importava naquele momento. Então decidi falar dele, do momento, pois sabia que você, com sua compreensão infinita, iria compreender tudo o que eu quero dizer e todo o sentimento por trás desse fato. Então, o que saiu foi essa carta, tão sem graça que hoje envio a você. Uma tentativa quase frustrada de tentar dizer o que eu sinto por você e o quanto a saudade dói dentro de mim. Sei que há muito nos encontramos, e que valeu pela vida toda, porque eu posso te garantir que esse sentimento jamais morrerá dentro de mim, mesmo que morra dentro de você. E tudo o que eu sentir será suficiente para nós dois, tal é o tamanho dele, do meu sentimento.

Agora, o papel acaba, a tinta seca, e eu não queria mais parar de escrever, mas é preciso, caso contrário você não receberá e de nada valerá todo o meu esforço. Gostaria de te mandar beijos, gostaria de te mandar abraços, mas nada disso é igual a fazer pessoalmente. Então, o que lhe envio não minhas mais sinceras intenções de te encontrar novamente para que, pessoalmente, eu possa te dar todos os beijos e abraços que deveria enviar nesta carta.

Como já disse, estou morrendo de saudades. Espero te ver logo.

Assinado: Aquele que mora dentro do seu coração...

P.S. Eu te amo!



Rafael Victor

Lágrimas

Quando pequeno eu era, facilmente conseguia chorar, lavar minha alma ainda tão infante e que já sentia o peso da pressão de estar vivo.

No entanto, o tempo passou, e aprendi que chorar nem sempre resolve as coisas e que já estava muito crescido para soltar lágrimas em qualquer canto de qualquer recinto. Suprimi sofrimentos, segurei lágrimas, escondi choros por trás de sorrisos. E eu achei que era forte.

Mas aí tudo aconteceu ao mesmo tempo, ao meu redor. E eu me senti cercado e perdido sem saber o que fazer, então chorei, chorei de dúvida, de conflito, de sofrimento. Mas as lágrimas secaram sozinhas, e a gente descobre que temos que chorar, mas também temos que aprender a parar de chorar, a esquecer, mesmo que isso possa parecer impossível.  

E eu sobrevivi. E parei de chorar. Mas aí veio você, em minha cabeça, atiçar aquela saudade que trago acesa dentro do meu coração há tanto tempo, tanto tempo quanto o tempo que estamos distantes... e doeu, a saudade doeu muito, e o inevitável logo aconteceu: uma lágrima brotou de minhas pequenas glândulas lacrimais, e atrás dessa vieram mais algumas dezenas, todas tentando lavar a saudade entranhada no meu peito junto com o amor que eu sinto por você. 

Mais uma vez as lágrimas secaram, e tentei, novamente, me esconder atrás de uma fortaleza, me fazer de pedra, me sentir forte.

E, como num sonho, você veio rapidamente e, também rapidamente, foi embora, me deixando sozinho, com a saudade, que deveria estar mais aliviada, muito mais inchada e dolorida dentro do coração.

Naquele momento, eu não aguentei mais. Tantas coisas me atingiam, e eu não aguentei mas me manter forte,   e desmoronei num choro desesperado como aquela pequena criança que um dia eu fora. E as lágrimas estão difíceis de secar...


Rafael Victor

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tributo ao Chaplin

"Sorria, mesmo que o seu coração esteja doendo.
Sorria, ainda que ele esteja partido.
Quando há nuvens no céu, você sobreviverá
Se você sorrir.

Através de seu medo e do seu sofrimento
Sorria, e talvez amanhã
Você verá o sol vindo brilhar para você.

Ilumine seu rosto com felicidade
Esconde todo traço de tristeza
Embora  uma lágrima esteja sempre tão perto
Essa é a hora de continuar tentando
Sorria, Qual a utilidade em chorar?
Você descobrirá que a vida ainda continua valendo a pena
Se você apenas Sorrir..."

(Traduzido e Adaptado de Smile - Charles Chaplin)

"Não tão distante de nossas cidades cinzentas,
Há céus muito limpos e azuis,
Existem praias, existem vales,
Onde o doce sol brilha para você.

Então, conte seu jardim pelas flores
Nunca pelas folhas que caem;
Conte seus dias por horas iluminadas,
Não lembre totalmente das nuvens.

Conte sua noite por estrelas, não sombras
Conte sua vida com sorrisos, nunca lágrimas;
E com alegria, através de toda a sua vida
Conte sua idade por amigos, e não por anos!"

(Charles Chaplin - Traduzido e Adaptado)