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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Caminhos Cruzados

Era uma história de dois jovens. Um garoto e uma garota. Ele, coração ferido, sarando ainda do último golpe que o famigerado amor havia desferido contra seu peito. Ela, inocente, jovem desbravadora dos caminhos sinuosos do coração,esperava ansiosamente pelo dia que aquele mesmo famigerado amor bateria em sua porta. Ou quando ela tropeçasse e caísse em cima dele.

Não se sabe bem ao certo como os caminhos dos dois jovens vieram a se cruzar. Mas o destino, com seu estilo todo misterioso de trabalhar, se encarregou de unir os dois caminhos num só. E nessa peripécia, eles se conheceram e a afinidade foi mais que evidente. Estavam encantados, um com o outro. Seus olhares só tinham brilho quando estavam próximos e parecia que havia uma concentração maior de adrenalina em seu acelerado sangue.

Mas havia uma certa diferença naquele até então estranho sentimento que parecia surgir concomitantemente no coração daqueles jovens. Tantas conversas, tantos risos, tantos abraços... ah, os abraços; Não havia melhor lugar no mundo para aqueles dois que nos abraços que se entrelaçavam. E o que fazia diferenciar a forma que se atraíam era a enganadora dos sentimentos mais nobres: a dúvida. Ela, inexperiente nos papos de coração, não sabia o que sentia de fato por aquele garoto. "Será amor, será paixão? Mas nós somos bons amigos! Será que...". E ele tinha dúvidas se queria realmente sentir aquilo. Ou aquele (amor). Ao contrário de nossa heroína, ele já era mais experiente nos papos de coração, e como já havia sofrido muito queria se endurecer para nunca mais sentir algo parecido. Ou pelo menos por um bom tempo. No entanto ele não era tão experiente a ponto de saber que esse tipo de coisa não está no nosso querer. Talvez seja mais uma peripécia do Sr. Destino...

Mas a garota era muito perspicaz. Enquanto ele provavelmente tentava esquecer os efeitos de sua última dor aproveitando uma amizade que fingia não ver os promissores potenciais, ela buscava se informar, descobrir, averiguar, diagnosticar o que de fato estava sentindo. E ela descobriu! Ou pelo menos acha que descobriu. Descobriu sim; o pelo menos é por simples zelo dela. Sua descoberta, ela a guardou em segredo. Só as personalidades mais próximas que teriam o merecimento de saber.

Não! Ela não aguentava mais aquela situação! Aqueles segredos, aquele sentimento todo que parecia prestes a explodir e esborrar pelos seus olhos, bocas, ouvidos... "E ele... Ele com seus olhos brilhantes e sorrisos inebriantes, sempre tão forte; tão perto e tão distante... Será que... será que ele sente o mesmo? Será possível que ele consegue esconder com tanta maestria?" Enrubescia à mera citação de seu nome, virava-se ansiosa ao simples pensar que havia escutado a voz dele. E nessa euforia um tanto adolescente, seu coração mostrava sua jovialidade ao não parar quando lhe chegava o estímulo visual daquele rosto, daquele garoto.

E ele? É lógico que ele sentia o mesmo. Mas não é necessária a redundância para se explicar porque disfarçava. Sim, ele queria pular, voar, gritar e até cantar! Queria gargalhar depois de beijar aquela que poderia se tornar a mulher de sua vida. Mas, além de dúvida, tinha medo.

Ela decidiu mudar tudo. Tinha que arriscar. Tinha que falar. Não importa se seu rosto incendiasse quando ela o fizesse. Ela conseguiria reverter aquela situação, que de tão torturante poderia ser mágica! Ensaiou em frente ao espelho. Ensaiou algumas piadas também, para quebrar a tensão, porque eles faziam muito isso juntos, riam. Mas acabou tudo num pedaço de papel. Afinal ela sempre fora melhor com a caneta que com as cordas vocais. Esperaria o momento certo para lhe entregar a carta. Ou então faria o momento. Deixaria mais uma vez nas mãos do Sr. Destino.

O momento chegou e ela nem se deu conta. Estavam mais uma vez juntos, numa tarde de quarta-feira, conversando naquele banco que costumavam sentar e conversar por horas, enquanto o sol e a brisa circulavam seus corpos. Os distantes sons de suas risadas ainda ecoavam em suas cabeças quando silenciaram e ficaram simplesmente a se olhar. Olho no olho, bem assim. Ela, inebriada com aquele brilho. Ele, tentando decifrar o óbvio e mergulhar em sua alma. Até que o momento surgiu. Ah, o Destino.

Ele que havia tomado a iniciativa. Perguntou. Sim, era sobre sentimentos. Ela, incapaz de esconder a verdade, desviou o olhar e, com as faces rubras e febris, admitiu. Rapidamente pegou o papel todo escrito em sua mochila bagunçada e estendeu para ele, com os olhos no chão. Ele leu, e sorriu. Ela levantou o olhar, esperançosa. Ele sorriu de novo, iluminando o rosto dela. Declarou sua percepção a verdade. Estava muito satisfeito internamente. Havia descoberto a verdade que tanto queria e não disse a verdade sobre si mesmo. Apenas sorriu, transparecendo sua satisfação. Mas a garota, ansiosa, não percebeu isso. Ou então percebeu sim, pela maneira serelepe e saltitante que regressou ao seu lar depois que se despediu do garoto.

O que aconteceu naquela tarde ainda é um mistério. O encontro real de dois corações se deu ali, com aquela pergunta, aquela carta, aqueles sorrisos. Descoberta, satisfação e paixão, são apenas alguns sentimentos que inundaram aquele banco, aquela tarde. Se se abraçaram, se se beijaram, ou se ficaram ali, apenas olhando nos olhos e sorrindo, não importa. O que importa é que os caminhos dos dois estão entrelaçados. A garota, muito mais feliz e menos ansiosa; vive a se emocionar por uma flor que vê nas estradas ou rir de uma rajada de vento mais forte que assanha seus cabelos. O garoto, ainda mais confiante, decide deixar que os fatos se desenrolem naturalmente, mas disso o Sr. Destino se encarrega prontamente. Já experimentam o amor a felicidade incondicional que ele pode trazer. Mas eles querem experimentar ainda mais, juntos. E quem não iria querer?

'Baseado em Fatos Reais'

Rafael Victor


Dedico à senhorita D.Q., que talvez tenha vivido ou viverá uma história vagamente parecida com essa.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Se o Passado é Indiferente,  ou acrescenta alguma coisa, o que importa? Existe um elo invisível que nos liga, acima da compreensão, impossível defini-lo ou submetê-lo a qualquer lei dos homens."

Príncipe Wladimir



O Príncipe Desencantado - José Américo de Lima


Algumas Poucas palavras podem dizer tudo o que está em nosso coração.

Dedico a Thuanny Maryna

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A uma amiga

Essa noite, novamente, sonhei com você. Sabe quando a gente tem esses sonhos bons, com as pessoas que a gente ama e que são tão bons que a gente reza pra ser real? Pois é, o sonho que eu tive essa noite se encaixa direitinho nessa definição. E eu queria que esse sonho fosse real porque você estava nele, comigo, ao meu lado. Mas aí, o sol nasceu, e descobri que você não está mais aqui ...

Acordei e quase chorei quando vi que foi tudo um sonho. Mas aí meu pensamento voou até você, onde quer que esteja, e eu pude me lembrar dos momentos que vivemos juntos, naquela época. E o engraçado é que tudo passou tão rápido que se pareceu muito com esse sonho.

Repentinamente, você entrou em minha vida, eu entrei na sua. Naquele momento nenhum de nós poderia prever a amizade que nasceria entre nós. E assim seguiu, entre uma conversa e outra, nos aproximamos mais e a amizade foi inevitável. Ah, as nossas conversar, eu realmente sinto falta delas; as horas passavam com uma velocidade extraordinária que nós nem notávamos...
Porém vieram os problemas, que separam-nos. E você sumiu pela primeira vez. Sem explicação. E eu tive que dar um jeito de sobreviver, pra esperar você voltar. E muito tempo depois você voltou, e minha alegria, restaurada. E assim podemos estender um pouco mais nossa convivência, com algumas boas conversas, alguns sorrisos e alguns olhares no horizonte.

Mas antes que eu pudesse perceber, você foi embora novamente. Sem explicação, sumiu de minha vida. Quis me desesperar, mas mantive a calma: isso já acontecera outra vez, e você voltara! Era só uma questão de tempo para você voltar novamente!
E o tempo passou. Passou o dobro de tempo da outra vez. E você não voltou. Eu esperei, e você não voltou. Não sei por que, mas desapareceu. Mas eu sei que você ainda está por aí; pelo menos ainda está aqui, no meu coração. E não importa o que aconteça sempre me lembrarei de você, e das nossas conversas, e do tempo que passamos juntos.

No momento, quero que você fique bem, minha amiga. Pois no momento certo eu sei que vamos nos reencontrar e vou poder te abraçar novamente, sentir seu cheiro, olhar nos seus olhos, ouvir sua voz.
Mas até lá...

Rafael Victor


Dedicado a Rafaella Portela






quinta-feira, 5 de maio de 2011

Amor Infinito


Quando te conheci parece que descobri o motivo por que meu coração bate

Uma força involuntária que pulsa no meu peito só pela lembrança de seus olhos, de sua voz, de seu cheiro...

Essa força que só encontro em você, que só nasce em você, que só se propaga em meu peito com você me faz sentir vivo pela certeza de um dia te reencontrar, mas morto também pelo medo de não te ter nos meus braços novamente...

Vida? Talvez só uma enganação a mim mesmo, pois viver sem te ter é como se nada fizesse sentido, nem mesmo o maior milagre de todos...

Estimulado por memórias e lembranças, meu coração bate num desespero profundo motivados por esperanças que, mesmo muitas vezes frustradas, continuam nesse órgão tão forte... e fraco....

Mas se o tempo continuar a passar, e se o mundo continuar a girar, eu vou continuar a te amar...

E pode o tempo parar, pode o mundo cair na imensidão, mas meu coração não pára, pois esse amor já transcedeu os limites inimagináveis do universo...

Escrito nas estrelas, é onde ele está.

Mas algo tão forte, tão grande, tem de vir de algum lugar...
E ele vem sim, de uma pequena, fina e invisível linha que há muito une nossos corações em um só... o amor... amor infinito...


Rafael Victor

sábado, 19 de março de 2011

Sem deixar de te amar (Início de carreira)...



" Tão longe é a distância física entre nós
que o sentimento parece que no ar vai evanescer
mas, por trás dessa impertinente dúvida
existe a infalível certezaque essa distância física
só tem um propósito
aproximar cada vez mais
nossos corações ..."


"...Tentas me esquecer

Tentas me confundir

Tentas me chatear

Tentas me subornar para que eu te deixe

Mas com todas essas suas tentativas

Só tenho uma certeza

Que eu posso muito tentar

Mas não consigo deixar de te amar ..."


Rafael Victor, em 17 de janeiro de 2010


Dedicado a Nathália Mendonça

Palavras ao vento


Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina, paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras
Palavras palavrasPalavras ao vento

Marisa monte/ Moraes Moreira


Dedicado a Rebeca Pacheco