Rafael Victor
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Vendaval
Veio como o vento. Como um vendaval. Entrou pela boca, olhos, ouvidos, narinas e fez uma bagunça por dentro. Tornou-se furacão em tão pouco espaço e tirou tudo do lugar. A cavidade já estava tão vazia e tão cheia daquele vento todo, quando esse cessou e escapou sorrateiramente pelos mesmos orifícios que entrou. E o interior ficou vazio, sem vento nem nada. Só havia, sei lá, saudade.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Jamais
Disse que jamais conhecera o amor, ou soubera o que era paixão.
Mas de repente, acreditou sentir, duplamente sentido.
E como sempre, surpassou os próprios fatos
E mais uma vez, experimentou a solidão.
Desistiu mais uma vez...
Mas de repente, acreditou sentir, duplamente sentido.
E como sempre, surpassou os próprios fatos
E mais uma vez, experimentou a solidão.
Desistiu mais uma vez...
Rafael Victor
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Ósculo
Bendito és tu por selardes entre os humanos os mais belos sentimentos
Bendito também és por falardes, sem palavras, o que jamais conseguiria compor uma simples explicação o pensamento
Bendito és, por serdes carícia, carinho, ação, atitude.
Porém Maldito és, por limitardes coisas tão grandiosas a simbologias tão mesquinhas quanto somente tu.
Maldito também és por selardes, por vezes, traições, vinganças e outras tantas mazelas.
Maldito és, por serdes, talvez, sujo, imundo, podre.
Porém sem ti não viveríamos
Sem ti nada diríamos ou sentiríamos
Sem ti, jamais amaríamos.
Que sejas sagrado, que sejas profano,
Que sejas usado e abusado,
Distribuído sem escrúpulos ou cuidadosamente selecionado;
Mas, que sejas, antes de tudo, amado.
Bendito também és por falardes, sem palavras, o que jamais conseguiria compor uma simples explicação o pensamento
Bendito és, por serdes carícia, carinho, ação, atitude.
Porém Maldito és, por limitardes coisas tão grandiosas a simbologias tão mesquinhas quanto somente tu.
Maldito também és por selardes, por vezes, traições, vinganças e outras tantas mazelas.
Maldito és, por serdes, talvez, sujo, imundo, podre.
Porém sem ti não viveríamos
Sem ti nada diríamos ou sentiríamos
Sem ti, jamais amaríamos.
Que sejas sagrado, que sejas profano,
Que sejas usado e abusado,
Distribuído sem escrúpulos ou cuidadosamente selecionado;
Mas, que sejas, antes de tudo, amado.
Rafael Victor
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Inquietudes e Brainstorms - Questionamentos aleatórios
E se houvesse certezas nas mentes humanas, seria a vida mais fácil? Frente a tantas dúvidas, incertezas e inseguranças, me deparo com esse questionamento a me latejar na cabeça. Quando inúmeros fatores externos passam a influir e contribuir diretamente nessas dúvidas, o desespero pelo desconhecimento da verdade parece a ponto de vaporizar a massa encefálica interna a meu protuberante crânio.
E, por que saber a verdade? Porque talvez assim seja mais fácil. Mais fácil como? Não teria o homem mais incertezas, quanto mais certezas tivesse? Não teria assim consciência de muitas outras mentiras quanto mais verdades soubesse? E seriam as provas terrenas apresentadas suficientes para atestar uma suposta verdade, "com certeza"?Mas o que é verdade? O que é mentira? Que explicação há para a existência da consciência? E, por fim, não seria a ignorância uma zona de segurança, altamente confortável e auto-conservativa? A resposta é: não sei. Mas, trocentos mil questionamentos dessa natureza podem, vez ou outra, permear minha consciência.
E, sim, não encontro paz nas teorias bem formuladas daqueles outros que, como eu, exalaram suas inquietudes na forma de questionamentos aparentemente sem sentido (e provavelmente sem sentido, verdadeiramente). Ah, a Paz. Essa eu encontrei numa crença desinteressada em complexas e plausíveis explicações acerca do todo que nos cerca: a fé. A paz, creio ser o que realmente importa nessa que chamamos de vida, e mesmo que a fé não nos venha acalmar todas as inquietudes, devido a uma possível falta de explicações que nossas mentes atrasadamente materiais teimam em atestar, ela nos proporciona essa paz, a verdadeira felicidade. E não é pra isso que todos vivemos? Para buscar a tão sonhada felicidade? Acredito ser essa um estado apenas, e a paz, paz de deitar, de sonhar, de sorrir de verdade, nos proporciona uma felicidade pura, leve, quase efêmera. E assim nosso caminho vai sendo seguido, buscando-se a paz, para se flutuar pelo destino.
E, por que saber a verdade? Porque talvez assim seja mais fácil. Mais fácil como? Não teria o homem mais incertezas, quanto mais certezas tivesse? Não teria assim consciência de muitas outras mentiras quanto mais verdades soubesse? E seriam as provas terrenas apresentadas suficientes para atestar uma suposta verdade, "com certeza"?Mas o que é verdade? O que é mentira? Que explicação há para a existência da consciência? E, por fim, não seria a ignorância uma zona de segurança, altamente confortável e auto-conservativa? A resposta é: não sei. Mas, trocentos mil questionamentos dessa natureza podem, vez ou outra, permear minha consciência.
E, sim, não encontro paz nas teorias bem formuladas daqueles outros que, como eu, exalaram suas inquietudes na forma de questionamentos aparentemente sem sentido (e provavelmente sem sentido, verdadeiramente). Ah, a Paz. Essa eu encontrei numa crença desinteressada em complexas e plausíveis explicações acerca do todo que nos cerca: a fé. A paz, creio ser o que realmente importa nessa que chamamos de vida, e mesmo que a fé não nos venha acalmar todas as inquietudes, devido a uma possível falta de explicações que nossas mentes atrasadamente materiais teimam em atestar, ela nos proporciona essa paz, a verdadeira felicidade. E não é pra isso que todos vivemos? Para buscar a tão sonhada felicidade? Acredito ser essa um estado apenas, e a paz, paz de deitar, de sonhar, de sorrir de verdade, nos proporciona uma felicidade pura, leve, quase efêmera. E assim nosso caminho vai sendo seguido, buscando-se a paz, para se flutuar pelo destino.
Rafael Victor
domingo, 7 de julho de 2013
Quereres escritos, quereres descritos, devaneios...
Querer escrever. Querer viver. Querer se libertar. São tantos quereres. Quereres limitantes. Quereres não concretizados. Querer, mais que tudo. Querer, mais que não querer. Mas será querer poder? O querer poder ser mais um dentre tantos quereres? Não, querer não é poder. Sim, querer poder é só mais um querer. Pra te provar que querer não é poder, bastas ler o meu querer aqui descrito. Quis escrever sobre os quereres, escrevi. Mas antes disso, quis que você gostasse dos quereres, mas isso aparenta estar tão longe de ser atingido porque nem mesmo eu, autor da epifania dos quereres, gostei de vê-los escritos por minhas mãos e descritos pela minha consciência quase perdida, quase querida.
Rafael Victor
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